Claudio Lamachia encontra membros da ABA em Natal

O presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia, esteve, na última quinta-feira, dia 22 de março de 2018, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, para abrir a II Conferência Nacional da Jovem Advocacia, promovida pelo Conselho Federal da OAB e pelo Conselho Seccional da OAB/RN, presidida pelo ilustre advogado Paulo Coutinho.

Cláudio Lamachia, abriu o Conferência afirmando que “Nunca imaginei presidir a OAB Nacional em um momento de desafios tão complexos. Temos sido chamados todos os dias para os mais variados debates no contexto nacional. E a Ordem tem tido papel fundamental na defesa da Constituição, ao dizer que precisamos sim combater de forma intransigente essa crise ética e moral que o país vive, mas estritamente dentro dos termos da lei. Sabiamente, Rui Barbosa dizia que fora da lei não há salvação”, iniciou Lamachia.

O evento contou com a participação de 1.200 advogados, na sua maioria jovens, entre os quais 105 membros da Associação Brasileira de Advogados.  A conferência debateu temas relevantes para a advocacia nacional, como, por exemplo, o Direito de Defesa; a Advocacia Preventiva e a Resolução Extrajudicial de Conflitos; os Desafios do Primeiro Escritório; Eleições de 2018; Ativismo Judicial e os Desafios e Perspectivas da Jovem Advocacia, entre outros.

O oitavo e último painel da II Conferência Nacional da Jovem Advocacia, apresentado nesta sexta-feira (23), abordou as perspectivas e cenários de mercado que circundam a carreira de advogadas e advogados.

Quem presidiu a mesa foi o presidente da ABA – Associação Brasileira de Advogados,  Esdras Dantas, ex-presidente da OAB/DF e ex-Diretor da OAB Nacional, que contou com a relatoria do presidente da Comissão do Jovem Advogado da OAB-DF, Tiago Santana, e com os trabalhos de secretaria de Eliane Dias, presidente da Comissão do Jovem Advogado na OAB-AP. Os palestrantes foram Juliano Costa Couto, presidente da OAB-DF; Pierpaolo Bottini, professor da USP; e Jarbas Antonio de Biagi, presidente do Conselho Deliberativo da OABPrev-SP e do Fundo Banespa de Seguridade Social (Banesprev).

O primeiro palestrante foi Juliano Costa Couto. “Em primeiro lugar devemos nos lembrar que o correto seria tratarmos por ‘Sua Excelência’ os clientes, e não os magistrados. O cliente é a razão de ser da advocacia. O que em 1980 compunha uma relação caracterizada por pouca concorrência, hoje é de acirramento, no bom sentido. Hoje é uma relação pautada em resultados, profissionalismo, e não mais pautada na amizade. Significa dizer que a advocacia que há algumas décadas era artesanal hoje é absolutamente dinâmica”, disse.

“Nada pode ser pior para o cliente do que a sensação de que há interesse por parte de seu advogado. A probabilidade é altíssima, nesta situação, de um total perecimento da relação. Seja referência estritamente positiva para seu cliente, seja proativo, seja determinado. O cuidado deve ser sempre grande porque o ciclo operacional de um processo é longo: varia de 4 a 7 anos, em média. Lembre-se que sempre advogamos para pessoas”, completou.

Em seguida falou Pierpaolo Bottini. “Por mais que parte da sociedade e setores do Ministério Público nos olhem com desconfiança, a advocacia é vocação pura, é profissão de fé. É um sentido e uma marca que carregamos conosco. Normalmente não imaginamos um advogado ou uma advogada fazendo outra coisa da vida”, apontou.

Bottini, no entanto, ressaltou que o dom não é suficiente para marcar a carreira de um profissional diferenciado. “Leitura, conhecimento geral, atualização e principalmente interesse são ingredientes fundamentais. É essencial conversar com o ministro, o colega, o taxista, o vendedor. A cultura vem muito daí. Quem só fala de técnica jurídica acaba se distanciando do povo. A coragem também é elemento de base, a advocacia não admite covardia em nenhuma hipótese”, cravou.

O terceiro painelista foi Jarbas Antonio de Biagi, que abordou o tema da previdência complementar para os profissionais da advocacia. “É importante constituir reservas notáveis para, no futuro, ter um suporte à previdência social de modelo público ou, ainda, tornar o dinheiro guardado a fonte única de recursos. Com disciplina financeira isso é perfeitamente alcançável”, resumiu.

Na foto, o presidente Cláudio Lamachia ladeado por alguns membros da ABA que participaram da Conferência.

 

 

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